Vale d'Assega

Experiências de um Apicultor

Pilhagem I

Na Quinta-Feira da semana passada, dia 9, fui informado que a colónia 1-B estava a ser pilhada.

Devido á impossibilidade de deslocar-me ao local do apiário, dei como instrução que fosse reduzido o alvado e continuasse a ser alimentada a colónia, diariamente,  com meio litro de preparação de água, açúcar e farinha de soja, tendo consciência que uma parte deste preparado ia ser roubado e a pilhagem não ia terminar.

Finalmente, dia 14, pude efectuar a transumância da colónia para outro local a cerca de 70kms de onde se encontrava anteriormente.

A colónia esteve sobre ataque de pilhagem quase uma semana, perdi uns quilos de açúcar, alguma farinha de soja, mas que importa? Continua forte, com alimento e criação. Cerca de oito horas depois, quando visitei a colónia, esta tinha recomeçado a sua actividade normal.

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Um novo enxame

No final do mês de Junho, levado pela curiosidade, decidi fazer uma experiência. Como possuía um velho cortiço que tinha recentemente sido restaurado, fui ao campo procurar alguns dos ingredientes (rosmaninho, flor de espinho, folha de eucalipto, etc ) necessários.

Chegado a casa, coloquei uma panela com água no lume, meti lá dentro todas as plantas recolhidas, juntei mel, cera, abejar e deixei ferver durante cerca de vinte minutos. Depois de arrefecido, enchi um aspersor com o liquido obtido e borrifei o cortiço no seu interior.

Tendo o material para a experiência preparado, faltava o local onde realizá-la. Como possuo um pequeno terreno numa zona onde nunca existiram colmeias, depois de algum tempo de reflexão decidi que este seria o melhor local. Foi aí mesmo que coloquei o cortiço, tendo em seguida lançado algumas borrifadelas do líquido para o ar, por cima deste.

Sentei-me a sombra de uma oliveira e aguardei o resultado. Aproximadamente cinco minutos depois chegou a primeira abelha, seguida de algumas mais nos minutos seguintes. Quinze minutos depois levantei o cortiço e contei 23 abelhas no interior. Algumas mais esvoaçavam no exterior. Cerca de meia hora depois tinha-se estabelecido um ligeiro tráfego no cortiço.

Fui embora, satisfeito com o resultado obtido, pensando voltar no dia seguinte. Não voltei e com o tempo acabei por não pensar mais no cortiço.

Quando, no dia 14, fui levar a colónia 1B ao terreno, reparei no velho cortiço, abandonado. Dirigi-me a ele, pensando levá-lo para casa. Levantei-o e… Surpresa! Um pequeno enxame tinha-se estabelecido no seu interior.

O núcleo R-1, novo lar do enxame encontrado no cortiço

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