Vale d'Assega

Experiências de um Apicultor

Consequências

Ontem à tarde, uma semana depois da transumância das colónias do apiário A para o apiário C, devido à pilhagem de que fora vitima, chegou a hora de fazer o balanço dos estragos.

À primeira vista todas as colónias trabalhavam tranquilamente, podendo verificar-se a entrada regular de algumas abelhas transportando pólen que recolhiam de flores campestres existentes nas imediações.

No interior das colónias 1-A e 2-A, à excepção de alguns quadros destruídos que as abelhas começavam já a recuperar, tudo estava normal. Não vi rainhas, mas confirmei a existência de criação recente.

O que vi na colónia 3-A deixou-me apreensivo e preocupado. Quadros completamente destruídos, os de melhor aspecto tinham algum pólen, mas não havia mel. No que respeita a criação, confirmei apenas a existência de alguns alvéolos opérculados de zângãos e, num dos quadros, três realeiras não opérculadas o que, à primeira vista me indicava a não existência de rainha na colónia.

Chegado a casa contactei o João Tomé (http://valedorosmaninho.blogspot.pt), que conhecera tempos antes na Apicolmeias, em Castelo Branco, na tentativa de obter uma rainha fecundada. Infelizmente, informou-me não possuir nenhuma de momento.

Excluída esta solução, ponderei outras:

– Juntar o núcleo R-1 com a colónia 3-A, parecia ser a mais viável, não fosse o facto de as duas se encontrarem a cerca de 70Kms uma da outra.

– Juntar o núcleo N-5 com a colónia 3-A era outra solução, se tivesse confirmado a existência de uma rainha no núcleo, o que ainda não foi feito.

– Esperar a opércolação e eclosão das realeiras, mas uma rainha fecundada por zângãos da própria colmeia tem poucas possibilidades de ser uma boa rainha.

 

Esta manhã dirigi-me ao apiário C, abri a colónia 3-A e destrui as realeiras. Em seguida, utilizando um dos quadros da colónia 2-A com criação de menos de três dias, preparei meia dúzia de alvéolos segundo o método de Miller e troquei-o com um quadro da colónia 3-A.

Há ainda o problema da pouca existência de zangão nesta época. Os ovos dos zângãos da colónia 3-A foram certamente postos por uma abelha que se tornou zangareira. A rainha, se chegar a nascer, poderá nem ser fecundada, mas esta foi a solução mais viável que encontrei para resolver a situação. Só me resta aguarda…

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